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Minha trajetória com a tecnologia

Uma linha do tempo do caminho que me trouxe até aqui — o que aconteceu, por que aconteceu, o que aprendi e o que veio depois.

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eventos

Role a linha do tempo por ano para pular direto a um marco — os detalhes completos ficam logo abaixo, em ordem.

  1. Primeiro contato

    Antes do código: eletrônica e mecatrônica

    Antes de me envolver com programação, o interesse era elétrica, eletrônica e mecatrônica — que, aliás, era uma das trilhas de técnico na ETEC na época. Eu já frequentava a FEBRACE, a Feira Brasileira de Ciências e Engenharia, promovida pela POLI-USP.

  2. Primeiro contato

    As primeiras linhas: a página de erro do Internet Explorer

    No fim dos 13 anos, ainda no fundamental 2 (8ª série), aprendi a editar o HTML da página de erro do Internet Explorer no laboratório de informática do INSA. Foi ali que comecei a programar de verdade.

    Tecnologias

    • HTML
    Por quê

    Eu já rondava comunidades de hacker e segurança no Orkut e comentava esse interesse abertamente — o bastante para, pouco antes disso, eu ter sido acusado (injustamente) de invadir e difamar a conta de uma colega mais nova, e quase expulso tanto da escola quanto da escola de inglês por causa disso. Nunca fiz aquilo, mas o episódio só aumentou meu interesse pela área.

    O que aprendi

    A curiosidade por segurança veio antes de eu saber programar — o código só chegou depois, para acompanhar o interesse.

  3. Primeiro contato

    Curso técnico de informática

    SOS Computadores · São Paulo, Brasil

    Curso técnico na SOS Computadores (Mooca), 260 horas: montar e manter micros, instalar e configurar redes. Em paralelo, inglês no CNA (2004–2009), que anos depois tornaria a carreira internacional possível.

    Por quê

    Hardware e redes vieram antes do código: entender a máquina por dentro foi o primeiro passo.

  4. Projetos

    Páginas estáticas e o primeiro sistema de login

    Antes de qualquer projeto "de verdade", os primeiros códigos eram scripts soltos de ajuda para os fóruns e comunidades das quais eu participava. Logo depois vieram os primeiros projetos: páginas estáticas e, na sequência, um sistema de login — tudo nas tecnologias que vinham empacotadas com o Dreamweaver: ASP Classic, ColdFusion e PHP. Dessas três, fiquei no PHP.

    Tecnologias

    • ASP Classic
    • ColdFusion
    • PHP
    • Dreamweaver
  5. Marco

    Moderador da comunidade HTML Brasil, no Orkut

    Cheguei a moderador da HTML Brasil, a segunda maior comunidade de desenvolvimento web do Orkut — atrás só da PHP Brasil. A divisão etária era nítida: adultos na PHP Brasil, crianças e adolescentes na HTML Brasil. Quase todos os moderadores e admins tinham menos de 16 anos.

    O que veio depois

    Também começamos o projeto de um portal para a comunidade, nos moldes do iMasters ou do Script Brasil — para publicar notícias e tutoriais de desenvolvimento. Fiquei responsável pelo backend; o frontend era de outra pessoa. O site nunca foi ao ar. Em paralelo, eu montava um site pessoal só de tutoriais meus, que também não chegou a lançar.

  6. Projetos

    Site do grêmio estudantil da ETEC

    Construí o site do grêmio estudantil da minha escola técnica: fórum, portal de notícias, chat online, portal de vídeos e uma seção de eventos — tudo num projeto só.

  7. Primeiro contato

    PHP e JavaScript passam a contar oficialmente

    2007 é o ano que uso como marco de experiência com PHP e JavaScript no currículo, depois de uns bons anos brincando com ASP Classic, ColdFusion e PHP por conta própria.

    Tecnologias

    • PHP
    • JavaScript
  8. Formação

    Ensino médio na ETEC

    ETEC Prof. Camargo Aranha · São Paulo, Brasil

    Ensino médio na ETEC Professor Camargo Aranha, escola técnica estadual de São Paulo.

  9. Projetos

    Freelance e open source

    Trabalho como consultor independente desde 2007 — C# .NET, PHP, Node.js e Rust —, com integrações de VTEX, Sankhya e gateways de pagamento. Em paralelo, uma pilha de projetos open source em @guibranco.

    Tecnologias

    • C#
    • .NET
    • PHP
    • Node.js
    • Rust

    Projetos

    • CrispyWaffle

      Toolkit em C# .NET (logging, cache, agendamento, serialização), criado em 2019 — boa parte extraída do Integração Service, da Editora Inovação.

    • BancosBrasileiros

      Base de dados aberta dos bancos brasileiros — usada num artigo do próprio blog.

    • GStraccini-bot

      Bot de automação de repositórios no GitHub (PRs, issues, comentários, commits).

    • EBAOH

      Plataforma de avaliações de produtos com gamificação (PHP / CodeIgniter).

    • Desafios

      Feito depois do EBAOH para propor desafios de programação. Nunca foi ao ar (arquivo).

    Repositório

  10. Trabalho

    Freelas de PHP pelas comunidades viram renda

    O primeiro trabalho pago veio por volta dos 16 anos. Mas foi em 2008–2009 que os freelas de PHP pelas comunidades e os anúncios nos meus próprios sites (o gerador de link e o de envio de SMS) viraram renda de verdade.

  11. Projetos

    Scraper de séries e gerador de link premium

    Um scraper para sites de séries online e servidores de download como o MegaUpload, que virou um script gerador de links premium usando a minha própria conta, com o download passando pela minha hospedagem. Ficou no ar até a derrubada do MegaUpload pela Justiça americana e a prisão de Kim Dotcom, em 2012.

  12. Projetos

    Agregador de envio de SMS pela internet

    Um site que fazia scraping de serviços gratuitos de envio de SMS pela internet e agregava tudo numa interface só — cheguei a ter 11 opções de envio simultâneas, incluindo algumas que eu pagava do próprio bolso. Monetizado com anúncios, junto com o gerador de link premium.

  13. Trabalho

    O maior freela da época: Bom Negócio Rio Verde

    Rio Verde, Brasil (remoto)

    Contratado para construir o painel administrativo do Bom Negócio Rio Verde, um portal de anúncios classificados da cidade de Rio Verde (GO), por cerca de R$ 400 — valor que lembro até hoje. Nunca recebi: o freelancer responsável pelo portal alegou que o cliente havia desistido, e não me pagou.

    O que aprendi

    Um freela sem contrato nem cliente direto é fácil de levar calote — e o calote pode vir do outro freelancer, não só do cliente final.

  14. Formação

    Faculdade: Análise e Desenvolvimento de Sistemas (não concluída)

    FATEC São Caetano do Sul · São Caetano do Sul, Brasil

    Curso superior de tecnologia na FATEC São Caetano do Sul — análise, projeto, teste e manutenção de sistemas, banco de dados. Entrei em 2011 e deveria ter concluído em 2013, mas entre trancar, quase largar e voltar, fiquei até o começo de 2015 — quando desisti, ao ver que ainda levaria uns dois anos para terminar.

    O que aprendi

    A faculdade nunca foi prioridade — o emprego sempre foi. Provavelmente eu não teria concluído nem até 2017.

  15. Trabalho

    Editora Inovação — de estagiário a coordenador

    Editora Inovação / Inovação Media Brasil · São Paulo, Brasil

    Sete anos numa empresa só. Entrei como estagiário de help desk e saí Coordenador de Desenvolvimento (2016–2018), à frente do time, de agências e de parceiros. No caminho: portal de vídeos, plataforma de assinatura paga, integrações com VTEX e Sankhya, um CRM e a gestão de um PABX digital.

    Tecnologias

    • C# .NET
    • ASP.NET MVC
    • Web API
    • VB.NET
    • SQL Server
    • RabbitMQ
    • Apache Kafka
    • Elasticsearch

    Projetos

    • Integração Service

      Serviço interno criado no fim de 2012 para conectar os diversos sistemas e projetos da editora. Boa parte dele virou, em 2019, a biblioteca open source CrispyWaffle.

    • Canal do Artesanato

      Uma das propriedades digitais da editora em que trabalhei.

    Por quê

    O primeiro emprego formal na área. Fiquei porque, a cada ano, o problema mudava de tamanho.

    O que aprendi

    Uma empresa só, por sete anos, ensina o ciclo inteiro: do bug em ASP clássico à decisão de arquitetura e à gestão de gente.

    O que veio depois

    Saí para virar "software engineer" de fato, numa operação de varejo em escala nacional.

  16. Marco

    Controle de versão: do VisualSVN ao GitHub

    Criei a conta no GitHub em 24 de janeiro de 2013. Em novembro instalei o VisualSVN na Editora Inovação e o time passou a versionar o código ali. Anos depois, já fora da empresa (por volta de 2019–2020), migrei tudo para o Git/GitHub — por isso os meus commits mais antigos no GitHub datam de novembro de 2013, mesmo tendo acontecido fora dele.

  17. Blog

    O blog "Tecnologia & Viagens"

    Tecnologia & Viagens

    Comecei o blog no WordPress em 2015, mas o primeiro post só saiu em janeiro de 2020. Rodou no WordPress até 20 de março de 2026, quando migrei tudo para Jekyll no GitHub Pages, com design próprio. De notas de tecnologia, virou também um registro de carreira internacional e de viagens — bilíngue, artigo a artigo.

    Tecnologias

    • WordPress
    • Jekyll
    • Liquid
    • GitHub Pages

    Repositório

    Por quê

    Escrever o que aprendi obriga a entender de verdade — e deixa um rastro que eu mesmo consulto depois.

  18. Projetos

    Primeiro repositório público e primeira pull request

    Meu primeiro repositório público no GitHub foi em 19 de setembro de 2016 — o SDK GuiStracini.HolidayAPI — e a primeira pull request num projeto de terceiros três dias depois. Até então, a única "atividade" no meu GitHub era o histórico do VisualSVN importado retroativamente.

    Repositório

  19. Trabalho

    C&A Modas — e-commerce e automação de reembolso

    C&A Modas · Barueri, Brasil

    Engenheiro de software pleno (.NET e Node.js) no time de e-commerce da C&A, na squad de estorno/reembolso: automação do fluxo de reembolso via gateway Adyen e integrações com Zendesk, SAP e Oracle. Via a consultoria Foco em Você.

    Tecnologias

    • C# .NET Core
    • Node.js
    • Adyen
    • Zendesk
    • SAP
    • Oracle
  20. Trabalho

    Farfetch — o time de busca e a mudança que não aconteceu

    Farfetch · Porto, Portugal (remoto)

    Engenheiro sênior no time Search & Scouts da Farfetch, plataforma global de moda de luxo — melhorias nos serviços de busca, trabalhando lado a lado com o time de Data Science. Via a consultoria portuguesa Multivision; a mudança para o Porto fazia parte do pacote e nunca aconteceu.

    Tecnologias

    • C#
    • .NET Core
    • Kafka
    • Cassandra
    • Elasticsearch
    O que aprendi

    Contrato internacional e mudança de país são coisas separadas: um pode existir plenamente sem o outro.

  21. Trabalho

    Grace Kennedy — remessas e carteira digital no Caribe

    Grace Kennedy Financial Group · Kingston, Jamaica (remoto)

    Engenheiro sênior, meio período e remoto, para o maior grupo financeiro e de alimentos da Jamaica e do Caribe: integração de remessas com a Western Union e um sistema de carteira digital. Via a agência The Bridge Social.

    Tecnologias

    • C# .NET Core
    • CosmosDB
    • Azure Service Bus
    • EF Core
    • Dapper
    • RPA
  22. Trabalho

    FCamara — Open Finance, IdP e DCR

    FCamara · São Paulo, Brasil (remoto)

    Engenheiro sênior em Node.js, meio período, no projeto de Open Banking / Open Finance: Identity Provider (IdP), Dynamic Client Registration (DCR), uma plataforma white-label e integração com o Banco Pan.

    Tecnologias

    • Node.js
    • CosmosDB
    • Azure Service Bus
  23. Trabalho

    Syndigo — integrações de varejo nos EUA

    Syndigo · Chicago, EUA (remoto)

    Engenheiro sênior, meio período e remoto, na plataforma Customer Experience Hub (CXH): integrações com Instacart e BestBuy e uma limpeza de code smells e bugs.

    Tecnologias

    • C#
    • .NET 5
    • Azure Blob Storage
    • SQL Server