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Oktoberfest 2026 em 5 dias: Munique, a Hofbräu-Festhalle e os custos reais saindo de Dublin

Relato completo de 5 dias em Munique na Oktoberfest 2026 saindo de Dublin: hostel A&O em Laim, aluguel de Lederhosen na Schwanthalerstraße, as tendas Hofbräu, Paulaner e Hacker, o preço real da Maß e por que quase tudo é pago em dinheiro. Timeline dia a dia, gráficos de custos reais e o que deu errado no caminho.

30 de setembro de 2026 · ~47 min de leitura · #viagem #munique #munich · · PT-BR
A torre da tenda Paulaner e a torre do Löwenbräu sobre a multidão na alameda central da Theresienwiese
Foto: Ritesh Mishra / Unsplash · Licença: Unsplash License

Cinco dias em Munique no fim de setembro, saindo de Dublin por € 263 ida e volta em voo direto, para a 191ª Oktoberfest. Um grupo que chegou a ter sete nomes e viajou em três, um quarto de hostel de seis camas dividido por cinco, 18 horas dentro da Theresienwiese, € 1.299,60 sacados em dinheiro vivo e um custo final de € 1.989,80. Este é o relato completo, com todos os números e os gráficos de onde o dinheiro foi.

Moeda e pagamentos
A Alemanha usa o Euro (€), mas a Oktoberfest é um universo à parte: dentro das tendas é dinheiro vivo. Cerveja, comida e gorjeta, tudo em cash. Fora da Wiesn, cartão e aproximação funcionam normalmente — restaurantes, S-Bahn, apps de transporte e até a máquina de refrigerante do hostel. Em cinco dias eu saquei € 1.299,60 em oito idas ao caixa eletrônico e gastei € 436,42 no cartão dentro de Munique. Ou seja: quase três quartos da viagem não deixou rastro nenhum no extrato.
Transparência sobre este relato

Os valores em cartão saem do extrato do Revolut, e os horários foram cruzados com o registro de localização do Google Maps Timeline e com o EXIF das fotos.

O gasto em dinheiro dentro das tendas é a única parte estimada deste relato — por definição, não há recibo. O número foi obtido por diferença: total sacado, menos o que voltou na carteira, menos o que sei ter pago em espécie fora da Wiesn.

Esta foi minha terceira Oktoberfest — e minha terceira vez em Munique. A primeira foi em 2022, quando eu ainda morava em Dubai: fui com amigos da faculdade, do Brasil, um amigo que já morava em Dublin e duas amigas de um deles, também vindas do Brasil. A segunda foi em 2024, já morando em Dublin, com um amigo de Dubai e dois casais de amigos meus do Brasil que moram aqui.

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01

O grupo que encolheu de sete para três

Começo por aqui porque foi isso que definiu o custo da viagem inteira.

A viagem começou a ser planejada no começo do ano, e por um motivo bem concreto: uma amiga que fazia intercâmbio em Dublin já tinha a passagem de saída da Irlanda comprada para Munique. A primeira formação tinha quatro pessoas: eu, ela, um amigo que estava de mudança de Londres para Dublin e o amigo de Manchester.

A segunda formação trouxe mais três nomes — duas amigas e um amigo de Dublin —, fechando em sete pessoas possíveis. Com esse tamanho, a decisão óbvia foi reservar um quarto privativo de seis camas, que a essa altura já era a opção mais barata por cabeça para as datas.

Aí o grupo começou a derreter. A amiga do intercâmbio voltou para o Brasil ainda antes do meio do ano. O amigo que veio de Londres desistiu, dizendo que precisava guardar dinheiro. Dos três nomes da segunda leva, uma estava sem dinheiro, com outra perdi o contato e o terceiro não tinha férias para tirar. A poucas semanas da viagem, o grupo tinha duas pessoas confirmadas para um quarto de seis.

Pessoas dividindo o quartoCusto por cabeça
6€ 272,43
4€ 408,65
3€ 544,86
2€ 817,29

No fim viajamos em três — eu, o amigo de Manchester e um conhecido meu de Dublin. E aí veio a reviravolta na direção oposta: ele levou dois amigos — o que eu só fiquei sabendo na hora —, que chegaram na sexta e foram embora no domingo. O quarto de seis acabou sendo dividido por cinco pessoas.

Rateio por cama, não por noite

Com gente chegando e saindo em dias diferentes, existem duas formas de dividir: por cama ocupada ou por noite efetivamente dormida. Optamos pela primeira — cada um paga uma cama inteira, independentemente de ter ficado quatro noites ou duas.

Parece injusto com quem fica menos, mas é o único critério que não gera discussão: a reserva é do quarto, não da noite, e o quarto foi bloqueado pelas quatro noites porque era isso que o grupo original precisava. Rateio proporcional por noite obrigaria a recalcular tudo a cada mudança de plano — e, nesta viagem, os planos mudaram umas seis vezes.

Por que não cancelei a reserva

A reserva tinha cancelamento grátis até 22/09 — dois dias antes do embarque. Mas cancelar não era uma opção: perto da festa, uma cama em quarto compartilhado estava saindo por quase € 300 a noite.

Se fôssemos só dois, eu e o amigo de Manchester, ainda valeria a pena trocar o quarto por uma barraca de camping e passar perrengue — cheguei a cogitar. Com três, a conta já ficava tranquila, e um quarto menor custava mais que o dobro. O quarto de seis ficou.

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02

Como cheguei: Dublin → Munique, direto

A passagem foi comprada pelo Kiwi, em voo direto pela Lufthansa:

TrechoDataSaída previstaSaída realValor
Dublin (DUB) → Munique (MUC)24/0910h4011h04€ 131,50
Munique (MUC) → Dublin (DUB)28/0908h2508h29€ 131,50
Bagagem de mão (4 kg + 8 kg, ambos os trechos)———€ 0,00
Taxas———€ 0,00
Total€ 263,00

Tarifa Basic, com duas peças de bagagem de mão inclusas em cada trecho — uma de 4 kg e outra de 8 kg — e sem taxa de serviço do Kiwi, o que é incomum. Para cinco dias no fim de setembro é suficiente, mas com uma ressalva: se você for comprar souvenir ou uma Maß de cerâmica para levar, a conta de peso aperta.

€ 263 ida e volta em voo direto, em cima do fim de semana mais cheio da Oktoberfest, é um preço muito bom. Na prática saiu igual ao que paguei para Malta um mês antes — com a diferença de que ali havia escala em Manchester e aqui é direto, 2h da porta ao chão.

O voo é num A321neo e a Lufthansa serve, em ambos os trechos, uma garrafinha de água e um biscoito — sem custo. Bebidas são pagas e não há refeição vendida a bordo, apenas snacks. Para um voo de duas horas, está de bom tamanho.

Meu amigo perdeu a conexão em Frankfurt por causa da fila da imigração

Meu amigo veio de Manchester via Frankfurt, e na ida perdeu o voo de conexão — não por atraso do primeiro trecho, mas pela fila do controle de imigração em Frankfurt. Pelo relato dele, várias pessoas do mesmo voo ficaram para trás. Ele foi realocado em um novo voo sem custo, porque era bilhete único da mesma companhia.

A lição é sobre de onde você sai: Reino Unido e Irlanda estão fora do Espaço Schengen, então o primeiro pouso em solo europeu significa passar pela imigração — e, com o sistema biométrico de entrada e saída da UE (EES) em operação plena desde 10 de abril de 2026, quem viaja com passaporte de fora da UE tem foto e digitais conferidas nesse controle. Conexão curta em bilhete único é chateação; em bilhete separado, seria prejuízo integral.

Do aeroporto ao centro — e 1h15 perdida no caminho

Pousei no Terminal 2 às 14h05. Deveria ter seguido as placas de Ankunft e Einreise até o controle de entrada e saído dali direto para a estação. Não foi o que aconteceu.

Caminhei bastante, encontrei um ônibus para o Terminal 1 saindo a cada dez minutos e entrei. Estava vazio — o que já era um sinal. Ele me deixou na área dos portões D, onde a saída estava fechada e não havia fluxo nenhum de gente. Vi mais pessoas caminhando na direção dos portões A e B e fui atrás: cheguei a um controle de passaporte e me disseram que eu estava no lugar errado, e que deveria voltar para os portões D.

O que eu tinha pegado era o transfer airside, feito para passageiros em conexão. Como passageiro chegando, ele me despejou numa área de trânsito do T1 por onde ninguém costuma sair para a cidade. O controle que encontrei perto dos portões A e B era de embarque, não de chegada.

De volta aos portões D, acabei achando a saída: uma porta que estava fechada, com uma pessoa controlando o acesso. Não é uma rota convencional para quem está naqueles portões — e era por isso que não havia ninguém indo naquela direção.

Resultado: 1h15 dentro do terminal, das 14h15 às 15h30, para um trajeto que deveria levar dez minutos.

O erro que custou 1h15 — e como não repeti-lo

Se você chega em Munique vindo de fora do Schengen, o seu caminho é sair pelo mesmo terminal em que pousou. Siga Ankunft → Einreise (controle de entrada) → Ausgang (saída). Se estiver só com bagagem de mão, ignore o Gepäckausgabe.

E o detalhe que torna tudo mais frustrante: não havia motivo nenhum para ir ao Terminal 1. Depois de passar pela imigração, os dois terminais são ligados a pé pelo MAC (Munich Airport Center), e a estação de S-Bahn fica exatamente embaixo do MAC, no meio dos dois. Sair pelo T2 deixa você tão perto do trem quanto sair pelo T1.

Se um funcionário te mandar para o lugar errado, peça explicitamente por "Einreise" — e, se possível, peça para alguém te acompanhar. Andar sozinho procurando placa em área de trânsito só faz você dar voltas.

Do aeroporto até Laim foram € 15,10 de bilhete da Deutsche Bahn, no mesmo trem do começo ao fim, sem baldeação. Cheguei ao hostel às 17h11 — três horas e seis minutos depois de pousar.

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03

Hospedagem: A&O em Laim

Ficamos no A&O, em Laim, a oeste do centro, junto à Landsberger Straße. A reserva foi feita com bastante antecedência — e ainda bem, porque hospedagem em Munique durante a Oktoberfest é o item que esgota primeiro e sobe mais.

A reserva foi de um quarto privativo de seis camas com banheiro, pelas quatro noites de 24 a 28/09:

ItemValor
Quarto privativo de 6 camas com banheiro, 4 noites (24 → 28/09)€ 1.634,58
Custo por noite do quarto≈ € 408,65
Custo por cama (quarto de 6)€ 272,43
Custo por cama por noite≈ € 68,11
Sinal pago na reservaUS$ 245,77
Saldo pago no check-in€ 1.438,43

O quarto foi ocupado por cinco pessoas — eu, o amigo de Manchester, o conhecido de Dublin e os dois amigos dele —, com a sexta cama vazia.

€ 68 por cama por noite durante a Oktoberfest é um preço muito bom — hotéis perto da Theresienwiese pediam de € 150 a € 300 a diária nas mesmas datas. O que se paga por isso é localização: Laim fica a três estações de S-Bahn da Hackerbrücke, a entrada mais usada da Wiesn.

Reserva cotada em dólar, cobrada em euro
A plataforma cotou a reserva em dólar: o sinal saiu em dólar (US$ 245,77) e o saldo foi cobrado em euro, no balcão (€ 1.438,43). Os € 1.634,58 da tabela são o que foi pago de fato, somando os dois — não o valor cotado na reserva. Vale conferir em que moeda o saldo será cobrado no balcão — se a plataforma cobrar em USD, o valor final em euro varia com o câmbio do dia, e não com o da reserva.
Um paga o saldo, os outros reembolsam — e o acerto é feito uma vez só

Quem pagou os € 1.438,43 no balcão foi o amigo de Manchester. O acerto entre nós foi feito depois por transferência, descontando na mesma conta o que cada um já tinha pago em dinheiro por fora — no caso dele, o aluguel do traje típico, que saiu do meu bolso no dia seguinte.

Esse é o modelo que funciona em viagem de grupo onde metade das coisas é paga em espécie: uma pessoa paga a conta grande, todo mundo anota o que pagou por fora, e no fim se faz um único encontro de contas. A alternativa — cada um pagando pedaços aleatórios ao longo de cinco dias — é a receita garantida para ninguém saber quem deve quanto no aeroporto.

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04

Timeline — dia a dia

  1. Dia 1Dublin → Munique, Marienplatz e Hofbräuhaus

    • Transporte: 09:01Bolt de casa ao aeroporto de Dublin (18,5 km)€ 33,40
    • Comida: 09:44The Garden Terrace, aeroporto de Dublin — duas contas, € 17,00 e € 7,55€ 24,55
    • Voo: 11:04Voo DUB → MUC (Lufthansa, A321neo)Previsto para as 10h40; água e biscoito a bordo, sem custo€ 131,50
    • Voo: 14:05Pouso em Munique, Terminal 2
    • Transporte: 14:15–15:30Ônibus airside para o Terminal 1 — o erroTransfer de conexão, não de chegada: a saída pelos portões D era uma porta fechada, com acesso controlado. 1h15 perdida
    • Transporte: 15:30S-Bahn do aeroporto até Laim, sem baldeação€ 15,10
    • Hospedagem: 17:11Check-in no A&O, em LaimSaldo de € 1.438,43 pago no balcão pelo amigo de Manchester; minha parte da hospedagem, uma cama de seis, foi € 272,43
    • Compras: 17:33Reserva do traje típico, Schwanthalerstraße 67Provamos as roupas e saímos sem elas; ticket amarelo com número, retirada e pagamento na manhã seguinte
    • Bebidas: 18:09Helles na barraquinha de rua da esquina da lojaNo extrato, Restaurant Flair: o nome da maquininha, não um restaurante€ 10,00
    • Caminhada: 18:12Caminhada pelo centro histórico até o Platzl (1,24 km)
    • Passeio: 18:31Frauenkirche, vista da KaufingerstraßeLuz dourada só no topo das torres
    • Passeio: 18:33Marienplatz e Neues RathausPraça decorada com as bandeirolas azul-e-branco da Baviera
    • Bebidas: 18:48Parada no caminho — Wilde Zeiten€ 15,00
    • Bebidas: 19:08–20:56Hofbräuhaus am Platzl — duas Maß e um SchweinshaxeMaß a € 11,60 cada e o prato, só do amigo, a ≈ € 21,80; conta paga por ele. Quase 30 minutos de espera até sermos atendidos€ 45,00
    • Bebidas: 20:44Hofbräuhaus — consumo adicional€ 18,37
    • Transporte: 20:53Bolt, Platzl → Laim€ 23,90
    • Comida: 21:26Jantar no Unique Burger, Landsbergerstraße 317Bacon burger € 14,49, fritas € 4,99, onion rings € 5,99 e Sprite € 3,75€ 29,22
    • Hospedagem: 21:53Hostel
  2. Dia 2Primeira Wiesn — Hofbräu-Festhalle

    • Bebidas: 11:03Bebida na máquina do hostel€ 4,00
    • Transporte: 11:10Bolt, Laim → SchwanthalerstraßeO plano era sair às 9h€ 20,90
    • Compras: 11:25–11:47Retirada do traje típico, pagamento e troca de roupa na loja€ 70 por pessoa, por dois dias, mais € 100 de caução cada, tudo em dinheiro (caução devolvida no domingo). Encontro com o conhecido de Dublin e os dois amigos dele, recém-chegados do aeroporto; eles levaram nossas roupas ao hostel€ 140,00 ÷2
    • Saque: 11:30Saque em dinheiroNo caixa eletrônico da esquina da loja, para pagar o traje€ 345,95
    • Bebidas: 11:46Duas Helles de € 3,50 e um Jägermeister na barraquinha da esquina€ 13,00
    • Evento: 11:47–16:34Theresienwiese — Hofbräu-Festhalle4h47 de festival; Maß a € 15,80, paga em dinheiro
    • Comida: 12:21Almoço na Wiesn — BurtschersLinguiça no pão, cone de batata frita e refrigerante€ 17,60
    • Saque: 12:35Saque em dinheiro€ 105,95
    • Saque: 14:02Saque em dinheiro€ 95,95
    • Comida: 16:04Lanche antes de ir embora — Burtschers€ 18,00
    • Transporte: 16:34Táxi, Theresienwiese → Laim, sozinhoBebi mais do que devia; o amigo ficou e voltou a pé, quase à meia-noite€ 33,10
    • Hospedagem: 16:58Hostel — não saí mais
  3. Dia 3Doze horas na Hofbräu-Festhalle

    • Comida: 11:00Café da manhã no kebab da Landsberger Straße≈ € 6 o kebab, mais uma Coca de 2 L dividida; pago em dinheiro pelo conhecido de Dublin≈ € 20,00 ÷3
    • Transporte: 11:57Bolt, Laim → Theresienwiese€ 15,90
    • Evento: 12:25Entrada pelo portal principal da TheresienwieseControle de densidade no portal, com a multidão parada atrás das grades; caixa eletrônico e banheiro logo na entrada
    • Evento: 12:25–00:10Theresienwiese e Hofbräu-Festhalle — 11h45 no festival, quase tudo dentro da tenda
    • Bebidas: 12:28Energético numa barraca fora da área do festival — Bavaria StarParada para o amigo comprar tabaco e filtro; só o meu — o conhecido de Dublin pegou outro€ 2,50
    • Saque: 12:42Saque em dinheiro€ 197,95
    • Evento: Entrada na Hofbräu-Festhalle pela porta lateralFila e cordão na porta principal da tenda; a dica da lateral veio do grupo de WhatsApp do Alemãozando. Uma garçonete nos levou por uma porta sem fila e arrumou lugar numa bancada: quatro Maß pagas por um amigo e € 20 ou € 30 de gorjeta para ela
    • Saque: 16:00Saque em dinheiroMais € 1,44 de taxa do banco€ 125,95
    • Saque: 17:52Saque em dinheiroMais € 2,12 de taxa do banco€ 105,95
    • Saque: 18:58Saque em dinheiroMais € 2,52 de taxa do banco€ 125,95
    • Saque: 21:07Saque em dinheiroMais € 3,92 de taxa do banco; quinto saque do dia, € 751,75 no total€ 195,95
    • Comida: 23:07Consumo dentro da tenda — Restaurant FestzeltNão lembro se foi comida ou mais bebida€ 27,50
    • Transporte: 23:39–23:58Quatro tentativas de Bolt, todas revertidas€ 23,90 → € 42,90 → € 39,90 → € 31,90; nenhum motorista aceitou
    • Transporte: 00:19Táxi comum, Theresienwiese → Laim, pago via PayPal€ 50,00
    • Comida: 00:20Consumo no hostel€ 17,00
  4. Dia 4Paulaner, Hacker e perder o grupo

    • Caminhada: 14:45Saída do hostelO conhecido de Dublin e os amigos dele tinham ido embora logo cedo; encontro marcado às 16h45 na Paulaner
    • Comida: 14:52Almoço no Unique Burger€ 23,23
    • Transporte: 15:37Bolt, Laim → Schwanthalerstraße€ 15,90
    • Compras: 15:54Devolução do traje típicoCaução de € 100 devolvida integralmente para cada um. Devolvi também as roupas do conhecido de Dublin e dos amigos dele, que já tinham ido embora; um deles tinha perdido o ticket, e a loja aceitou a foto
    • Caminhada: 15:54Caminhada até a Theresienwiese (2,7 km)
    • Comida: 16:37Pão com linguiça e batata frita — Brezn Kini€ 15,00
    • Evento: 17:24–19:11Área sul da Wiesn, perto da estátua da Bavaria
    • Outros: Parada na tenda-restaurante da Paulaner, antes das 17h45Para usar o banheiro e esperar o amigo alemão do meu amigo, marcado para as 16h45; era a Paulaner errada — a certa ficava na outra ponta da avenida das tendas
    • Bebidas: Rodadas na Paulaner Festzelt e, depois, na Hacker-FestzeltTrês rodadas de € 50 (3 Maß a € 15,80 e € 2,60 de gorjeta) e mais uma só nossa; tudo em dinheiro, sem recibo
    • Outros: Separação do grupo na saída da HackerEle ficou conversando com outro brasileiro, eu saí da tenda e ele saiu por outro lado. Esperei bastante, encontrei outros amigos de Dublin, comi algo, voltei à frente da tenda e desisti
    • Transporte: Táxi, Theresienwiese → Laim, sozinhoPago em dinheiro≈ € 30,00
    • Hospedagem: 23:49Hostel
  5. Dia 5O ramal errado da S1 e a volta para Dublin

    • Caminhada: 06:04Saída do hostel, a pé até a estação de Laim
    • Transporte: 06:16Bilhete da Deutsche Bahn até o aeroporto€ 15,10
    • Transporte: 06:28Embarque na S1 — no vagão do ramal de FreisingA S1 se divide em Neufahrn: parte da composição vai ao aeroporto, parte a Freising
    • Transporte: 07:15Táxi de Freising ao aeroportoO bilhete de € 15,10 virou uma viagem de € 51,20€ 36,10
    • Outros: 07:40Fila do raio-x, no horário em que o embarque deveria começarMenos de 15 minutos; no portão antes das 8h
    • Voo: 08:29Voo MUC → DUB, previsto para as 08h25€ 131,50
    • Voo: 09:42Pouso em Dublin
    • Transporte: 10:11Táxi do aeroporto de Dublin até em casaPago em dinheiro, com o que sobrou dos saques€ 35,00
    • Transporte: 10:43Casa
★ Nota sobre o Dia 5 — o ramal errado da S1
Na manhã da volta peguei o trem certo e o vagão errado. A linha S1 de Munique se divide em Neufahrn: parte da composição segue para o aeroporto, parte vai para Freising. Eu estava na metade que ia para Freising. Desci lá, peguei um táxi na frente da estação e cheguei ao terminal a tempo, mas por pouco. O bilhete de € 15,10 virou uma viagem de € 51,20.
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05

Dia 1 — Tracht, Marienplatz e o Hofbräuhaus

Cheguei ao hostel às 17h11. A primeira missão era alugar o traje típico, e a loja escolhida ficava na Schwanthalerstraße 67 — a poucos minutos a pé da Theresienwiese, o que a torna uma localização ideal para os dias seguintes.

Fui de tram até lá, fechei a reserva, provamos as roupas — não saímos com elas — e combinamos a retirada, com o pagamento, para a manhã seguinte. Detalhes completos do processo estão na seção 10.

A caminhada até o Hofbräuhaus

Saí da loja às 18h12 e fui a pé até o Hofbräuhaus, 1,24 km atravessando o centro histórico. O trajeto passa exatamente pelos dois cartões-postais de Munique, e o horário não podia ser melhor: sol dourado batendo só nas torres, sombra na rua, céu limpo.

Às 18h31 eu estava diante da Frauenkirche, a catedral de tijolo com as duas torres de cúpula verde que são o símbolo da cidade. Dois minutos depois, na Marienplatz, com o Neues Rathaus inteiro dourado pelo pôr do sol e a praça decorada com as bandeirolas azul-e-branco da Baviera — decoração de Oktoberfest.

Antes de sair dali, uma Helles na barraquinha de rua da esquina da Schwanthalerstraße com a Paul-Heyse-Straße (€ 10,00). No extrato ela aparece como Restaurant Flair, mas não é restaurante nenhum: é o nome comercial da maquininha de uma barraquinha de camelô, montada na entrada de um prédio. No caminho, mais uma parada, no Wilde Zeiten (€ 15,00).

Cerveja de rua × cerveja de tenda: a escala de preços de Munique
OndeVolumePreçoPor litro
Helles na barraquinha de rua, na esquina da loja de Tracht0,5 L€ 3,50€ 7,00
Hofbräuhaus (Platzl 9)1,0 L€ 11,60€ 11,60
Tenda Hofbräu, na Wiesn1,0 L€ 15,80€ 15,80

A mesma cerveja, da mesma cervejaria, custa 36% a mais dentro do festival do que na cervejaria original — e mais que o dobro do que uma Helles comprada na rua. Essa é a primeira conta que todo mundo faz em Munique, e vale conhecer antes de embarcar.

Hofbräuhaus am Platzl (19h08 – 20h56)

O Hofbräuhaus foi fundado em 1589 como a cervejaria da corte dos duques da Baviera, e hoje é provavelmente a cervejaria mais famosa do mundo. É turístico ao extremo, mas vale — até porque permite a comparação direta de preço com a tenda da mesma marca na Wiesn dois dias depois.

Quase 30 minutos esperando — pela conta de outra mesa

Procurando lugar na área externa, achamos uma mesa de onde um grupo estava saindo — e, aparentemente, saindo sem pagar o que tinha consumido. Sentamos eu e meu amigo; alguns minutos depois, um casal de turistas chineses dividiu a mesa conosco.

Quando o garçom nos viu sentados ali, perguntou pelo grupo e se eles estavam com a gente, e ficou nítido que a conta não tinha sido paga. Em vez de nos atender, ele passou a atender várias outras mesas — inclusive um grupo na mesa de trás, que chegou depois de nós e antes do casal. Foram quase 30 minutos sem conseguir pedir uma caneca de cerveja. Cada grupo de mesas pertence a um garçom, então perguntar aos outros não resolvia; depois de bastante tempo, foi o casal que convenceu um deles a chamar o nosso.

E ainda assim, tanto nós quanto o casal fomos obrigados a entrar no bar e pagar antes de sermos servidos. Eu entendo o problema. Mas nos punir — talvez achando que estávamos juntos — e, pior, punir um casal que claramente não conhecia nem a gente nem o grupo anterior, deixou a desejar.

A carta de bebidas, em setembro de 2026:

ItemVolumePreço
Hofbräu Original / Dunkel / Oktoberfestbier / Radler1,0 L€ 11,60
Ruß'n (Weißbier com limonada)1,0 L€ 12,20
Münchner Weiße0,5 L€ 6,10
Hofbräu Alkoholfrei Hell0,5 L€ 5,80
Água de mesa0,4 L€ 3,10
Refrigerante / limonada0,4 L€ 4,40
Espresso / Cappuccino—€ 2,50 / € 3,70
Obstler, Williamsbirne, Marille / Jägermeister2 cl€ 4,00 / € 4,20

A conta de duas Maß e um joelho de porco (Schweinshaxe) saiu por € 45, paga pelo meu amigo. Fazendo a conta: € 23,20 de cerveja e cerca de € 21,80 do prato. Na tenda da Wiesn, o mesmo joelho de porco custa em torno de € 27.

O joelho de porco foi só dele. Eu estava sem fome e, depois daquela espera, com raiva demais para pedir comida ali — preferi esperar e jantar fora.

Um detalhe do cardápio que rende: o Radler custa exatamente o mesmo que a cerveja pura — € 11,60. É Helles com limonada, meio a meio, e é bebida tradicional bávara, não gambiarra de turista. Foi inventada justamente para ciclistas. Como estratégia para os dias longos de Wiesn, é imbatível: metade do álcool, mesma Maß, e ninguém estranha.

Jantar no Unique Burger, em Laim

Voltamos de Bolt (€ 23,90) e eu jantei no Unique Burger (Landsbergerstraße 317), ao lado do hostel. Pedido às 21h26:

ItemValor
Bacon Burger€ 14,49
French fries€ 4,99
Onion rings (8 un.)€ 5,99
Sprite€ 3,75
Subtotal€ 26,95
IVA 7% + IVA 19%€ 2,27
Total€ 29,22
Por que o recibo alemão traz dois IVAs
Repare nas duas linhas de imposto: € 1,67 a 7% e € 0,60 a 19%. Na Alemanha, comida tem alíquota reduzida de 7%, enquanto bebida leva os 19% cheios. Aquela linha de € 0,60 é só pela Sprite. É irrelevante para o bolso, mas explica por que as contas alemãs sempre parecem ter imposto demais para o valor.
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06

Dia 2 — a primeira Wiesn

O plano era retirar o traje às 9h e estar na tenda às 10h. Saímos do hostel às 11h10 — e essa hora perdida teve consequência.

Retiramos o Tracht das 11h25 às 11h47. Enquanto isso chegaram o conhecido de Dublin e os dois amigos dele, vindos direto do aeroporto e praticamente virados. Nos encontramos ali mesmo na loja: nós nos trocamos no local e entregamos a eles as roupas que estávamos usando, que foram levadas para o hostel. Foi a solução mais prática possível — evitou uma viagem de ida e volta a Laim só para trocar de roupa.

Ao sair da loja, uma parada rápida na mesma barraquinha da esquina (o Restaurant Flair do extrato, € 13,00) — duas Helles de € 3,50 e um Jägermeister. É a foto de abertura da Oktoberfest para mim: Lederhosen, garrafa de Helles numa mão e a mini de Jäger na outra, na calçada, com sol a pino.

Theresienwiese (11h47 – 16h34)

4 horas e 47 minutos no primeiro dia. Ficamos na Hofbräu-Festhalle.

Gastos em cartão: Burtschers € 17,60 no almoço e Burtschers € 18,00 no lanche da tarde — o mesmo lugar nas duas vezes, com linguiça no pão, cone de batata frita e refrigerante. O resto da conta do dia — toda a cerveja — saiu em dinheiro, e não deixa rastro.

E aqui vale um aviso honesto sobre o que uma sexta-feira de Wiesn faz com você: eu bebi mais do que devia e voltei sozinho, de táxi (€ 33,10), às 16h34. O amigo de Manchester ficou. Ele voltou a pé, quase à meia-noite. O combinado era nos reencontrarmos à noite com o conhecido de Dublin e os amigos dele — e simplesmente não aconteceu.

A cerveja da Oktoberfest é mais forte do que a cerveja normal

A cerveja servida na Wiesn é a Festbier, uma receita específica do festival com teor alcoólico acima da cerveja do dia a dia — e servida em litro, não em copo de 330 ml. Três Maß equivalem a bem mais álcool do que três cervejas comuns, e a conta chega rápido justamente porque o ritmo de uma mesa de tenda é social, não medido.

Três regras que ficaram dessa sexta-feira: intercalar com água, comer decentemente antes — um pão com linguiça e um cone de batata não contam — e não começar o dia com Jägermeister. Ignorei as três e perdi metade do dia e a noite inteira. No sábado e no domingo segui as regras, e não passei do ponto.

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Dia 3 — doze horas na Hofbräu-Festhalle

O dia grande da viagem, e de longe o mais caro.

Café da manhã no Kebab ao lado do hostel

Saímos cedo e comemos no kebab ao lado do Unique Burger, na Landsberger Straße. Cerca de € 6 o kebab, e dividimos uma Coca de 2 litros — algo em torno de € 20 no total. Quem pagou foi o conhecido de Dublin, em dinheiro, porque eu estava sem cash naquele momento. Dos dois amigos dele, um não comeu e o outro ficou dormindo no hostel.

A entrada — e a porta lateral da Hofbräu-Festhalle

Fomos de Bolt (€ 15,90) e chegamos à Theresienwiese por volta das 12h25. Entramos pelo portal principal mesmo — a foto que tirei às 12h39 mostra o Willkommen zum Oktoberfest com a multidão compactada atrás das grades e seguranças de colete amarelo controlando o fluxo; não é fila de espera, é controle de densidade — e já aproveitamos para passar no caixa eletrônico e no banheiro ali na entrada.

A lição prática do sábado veio depois, na Hofbräu-Festhalle: a entrada principal da tenda tinha fila e cordão de isolamento. Foi lendo o grupo de WhatsApp do Alemãozando — um brasileiro que mora em Munique e tem canais nas redes sociais — que vimos o pessoal comentar que a entrada lateral estava livre, coisa que quase ninguém sabe.

Na lateral, o segurança pediu para esperarmos e falarmos com o supervisor — íamos dizer que tínhamos mesa lá dentro —, mas o supervisor autorizou a entrada sem nem perguntar nada. Logo depois, ainda na parte externa da tenda, havia uma segunda fila, para a área coberta. Foi aí que uma garçonete que vende as cervejas nos chamou e perguntou se queríamos pegar cerveja com ela. Dissemos que sim: ela nos levou até outra porta, sem fila, só com segurança, nos encaixou numa bancada ao lado de um grupo e foi buscar as canecas — quatro Maß, pagas por um dos amigos do conhecido de Dublin, mais € 20 ou € 30 de gorjeta que demos a ela por ter nos colocado para dentro.

A porta lateral é da tenda, não do festival

O gargalo do sábado não foi a entrada do festival, e sim a entrada da tenda. A porta principal da Hofbräu-Festhalle tinha fila e cordão; a lateral estava aberta, e quase ninguém sabia. Antes de encarar a fila, dê a volta na tenda e pergunte ao segurança — e siga os grupos de brasileiros na cidade, que avisam em tempo real.

E se uma garçonete oferecer cerveja na porta, aceite: foi ela quem nos levou por uma porta sem fila e arrumou lugar numa bancada. A gorjeta de € 20 ou € 30 foi por isso.

A tenda, até 00h10

Quase doze horas na Theresienwiese — das 12h25 às 00h10 —, quase todas dentro da Hofbräu-Festhalle, sem sair. É a maior tenda da Oktoberfest e a mais internacional — a que concentra australianos, americanos, italianos e brasileiros. O teto é coberto por lonas pintadas em azul e branco e por enormes coroas de lúpulo penduradas; a galeria superior fica lotada o dia inteiro.

Gastos em cartão nesse dia foram poucos, e é justamente esse o ponto: € 2,50 num energético (Bavaria Star), comprado do lado de fora da área do festival, numa parada para o meu amigo comprar tabaco e filtro — só o meu; o conhecido de Dublin pegou outro —, e € 27,50 num restaurante dentro da tenda, já às 23h07, que sinceramente não lembro se foi comida ou mais bebida. Todo o resto — e foi muito — saiu em dinheiro.

Os cinco saques do sábado contam a história melhor que qualquer recibo:

HoraValorTaxa
12h42€ 197,95—
16h00€ 125,95€ 1,44
17h52€ 105,95€ 2,12
18h58€ 125,95€ 2,52
21h07€ 195,95€ 3,92
Total do dia€ 751,75€ 10,00

A volta: quatro Bolts recusados e um táxi de € 50

A tenda fechou e todo mundo saiu ao mesmo tempo. Entre 23h39 e 23h58 tentei pedir Bolt quatro vezes, e as quatro foram revertidas — nenhum motorista aceitou, e o preço subiu a cada tentativa: € 23,90, depois € 42,90, depois € 39,90, depois € 31,90.

Resolvemos às 00h19 pagando € 50 num táxi comum, via PayPal.

Sair da Wiesn num sábado à noite é o pior momento do dia

Todas as tendas fecham praticamente ao mesmo tempo, e algumas dezenas de milhares de pessoas procuram transporte na mesma meia hora. O app entra em tarifa dinâmica, os motoristas evitam a área e a corrida simplesmente não acontece.

Três saídas que funcionam melhor: sair 30 a 45 minutos antes do fechamento; caminhar 10 ou 15 minutos para longe do perímetro antes de chamar o carro; ou simplesmente usar o S-Bahn, que na Hackerbrücke opera reforçado durante o festival e resolve o trajeto por uma fração do preço. Nós fizemos a pior das opções — ficar parado na porta apertando o botão.

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08

Dia 4 — Paulaner, Hacker e perder o grupo

Depois de doze horas de tenda, o domingo começou tarde. O conhecido de Dublin e os dois amigos dele foram embora logo cedo, e por isso demoramos a sair: deixamos o hostel às 14h45, com encontro marcado às 16h45 com o amigo alemão do meu amigo, na Paulaner.

Almoçamos de novo no Unique Burger (€ 23,23), fomos de Bolt (€ 15,90) até a Schwanthalerstraße devolver o traje típico às 15h54 — e a caução de € 100 de cada um voltou integralmente.

De lá caminhamos 2,7 km até a Theresienwiese e ficamos na parte sul do parque, perto da estátua da Bavaria, entre 17h24 e 19h11. Comi um pão com linguiça e batata frita no Brezn Kini (€ 15,00).

Antes das 17h45 entramos na tenda-restaurante da Paulaner, para usar o banheiro e esperar o amigo alemão do meu amigo — já atrasados para o encontro. Só que era a Paulaner errada: a certa fica na outra ponta da avenida das tendas, e foi para lá que acabamos indo depois.

Nesse dia trocamos de tenda: começamos na Paulaner e terminamos na Hacker.

O fim de noite que não terminou junto

No domingo estávamos de roupa normal — meu amigo, inclusive, com a camiseta amarela do Brasil, o que não o tornava exatamente difícil de achar. Mesmo assim, na hora de sair da Hacker, nos separamos e não nos encontramos mais: ele ficou conversando com outro brasileiro, eu saí da tenda, e ele, pelo visto, voltou para ir ao banheiro ou saiu por uma porta lateral ou dos fundos. Fiquei bastante tempo parado esperando, encontrei outros amigos de Dublin no meio do caminho, matei mais um tempo, comi alguma coisa, voltei até a frente da Hacker — e nada. No fim, voltei sozinho de táxi, pago em dinheiro.

Combine o ponto de encontro antes de entrar, não depois de sair

Perder alguém na Oktoberfest é a coisa mais fácil do mundo — nem uma camiseta amarela resolve: as tendas têm mais de uma saída, o sinal de celular fica saturado dentro e ao redor delas, e do lado de fora tudo parece igual. Foi a segunda vez em três dias que o grupo se desfez sem querer.

O que eu faria diferente: escolher um ponto fixo e improvável de confundir — a estátua da Bavaria, uma entrada específica, uma barraca nomeada — e combinar um horário-limite antes de entrar. E acertar de antemão que quem não aparecer até tal hora volta por conta própria, sem drama. Isso não teria evitado a separação, mas teria evitado a hora e meia de espera.

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09

Dia 5 — a volta, e o ramal errado da S1

Voo às 08h25, e a manhã foi apertada do começo ao fim.

Saí do hostel às 06h04 e caminhei até a estação de Laim. Comprei o bilhete às 06h16 (€ 15,10) e peguei o trem às 06h28. E aí veio o problema: a S1 se divide em Neufahrn — parte da composição segue para o aeroporto e parte vai para Freising. Eu estava no vagão errado.

O que me derrubou foi a ida. Na quinta eu vim do aeroporto até Laim sem trocar de trem nem de vagão — o mais provável, e aqui estou deduzindo, é que em Neufahrn tenham só acoplado a outra metade da composição ao vagão em que eu já estava, e eu nem percebi. Na volta é o inverso: o trem se separa, e eu não fazia ideia de que precisava estar na metade certa.

Desci em Freising e peguei um táxi na frente da estação: € 36,10, às 07h15.

HoraO quê
06h04Saída do hostel, a pé até a estação de Laim
06h16Bilhete da Deutsche Bahn — € 15,10
06h28Embarque na S1 — vagão do ramal de Freising
07h15Táxi de Freising ao aeroporto — € 36,10
07h31Chegada ao terminal
07h40Entrando na fila do raio-x — horário em que o embarque deveria começar
< 08h00No portão; o embarque ainda nem havia começado
≈ 08h10Início do embarque
08h29Decolagem
09h42Pouso em Dublin
10h43Em casa, após € 35 de táxi
A S1 se divide em Neufahrn — confira o vagão, não só o trem

Este é um detalhe que pega muito turista e que não aparece no app de rotas com destaque suficiente: no ramal Neufahrn, a composição da S1 é fisicamente separada, e só uma parte segue para o aeroporto (Flughafen München). A outra vai para Freising.

Confira o letreiro do vagão, não apenas o do trem, e na dúvida pergunte a alguém na plataforma. Se você tem voo com horário apertado e está sozinho, a S8 é mais simples: não se divide, e serve o aeroporto direto pelo outro lado da cidade.

No fim deu tudo certo — a fila do raio-x levou menos de 15 minutos e eu estava no portão antes das 8h. Mas o custo do erro foi € 36,10 e uns bons vinte minutos de ansiedade.

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Traje típico: quanto custa alugar Lederhosen

Alugamos na Schwanthalerstraße 67, a poucos minutos da Theresienwiese.

ItemValor
Aluguel do conjunto, 2 dias€ 70,00 por pessoa
Caução (devolvida na entrega)€ 100,00 por pessoa
Desembolso total (eu + o amigo)€ 340,00
Devolvido€ 200,00
Custo real€ 140,00 (€ 70 cada)

Retirada sexta às 11h25, devolução domingo às 15h54. A caução voltou integral.

O processo é por ticket. Na reserva, você recebe um ticket amarelo com um número, que diz se o aluguel já foi pago e quando é a retirada — na quinta só provamos as roupas e saímos sem elas. Na retirada, com o pagamento, o ticket é trocado por outro, que registra a caução paga e os dias de retirada e devolução, e é ele que você apresenta na hora de devolver.

Um dos amigos do conhecido de Dublin perdeu o ticket dele, mas os três tinham foto, e a loja aceitou a foto para devolver a caução. Como eles foram embora no domingo de manhã, fui eu quem devolveu as roupas deles.

Pagamento apenas em dinheiro — e a caução pode ser em dólar

A loja só aceitava dinheiro vivo, tanto para o aluguel quanto para a caução. Isso significa que, antes mesmo de entrar na Wiesn, você já precisa ter € 170 em espécie por pessoa no bolso. Há um caixa eletrônico na esquina da Schwanthalerstraße com a Paul-Heyse-Straße, ao lado da loja — foi nele que saquei o dinheiro para pagar as roupas.

Um detalhe curioso: a caução de € 100 podia ser feita em US$ 100. Como o valor volta integralmente, tanto faz — a não ser que você já tenha dólar em espécie sobrando, e aí economiza euro para o festival.

Três precauções que valem a pena: fotografe o ticket assim que receber, peça recibo do aluguel e da caução (pagamento em cash sem comprovante é onde dá problema na devolução) e fotografe a roupa na retirada, especialmente manchas e costuras. Cerveja derramada na tenda é garantida, e você quer poder provar o que já existia.

Alugar perto da Theresienwiese muda a logística do dia

A Schwanthalerstraße fica a caminhada de poucos minutos da Wiesn, e isso resolveu dois problemas que eu nem tinha previsto. O primeiro: no dia da retirada, nos trocamos dentro da loja e fomos direto para o festival, sem voltar ao hostel. O segundo: quando o conhecido de Dublin e os amigos dele chegaram do aeroporto direto para lá, levaram nossas roupas de volta ao hostel — o que só funcionou porque estávamos todos no mesmo ponto.

Se você for alugar, escolha uma loja no eixo Hauptbahnhof–Theresienwiese. A diferença de preço entre lojas é pequena; a diferença de logística é enorme.

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A economia da tenda: quanto custa beber na Oktoberfest

A 191ª Oktoberfest aconteceu de 19 de setembro a 4 de outubro de 2026, ocupando os 34,5 hectares da Theresienwiese, com entrada gratuita.

O preço oficial da Maß em 2026 ficou entre € 14,80 e € 15,90 — alta média de 2,38% sobre 2025. As tendas grandes se concentram no topo da faixa; a Augustiner-Festhalle é a exceção, a € 14,90.

Nas tendas que frequentei — Hofbräu e Paulaner — a Maß custava € 15,80.

A matemática da rodada de € 50

Foi assim que funcionou na prática, todas as vezes:

ItemValor
3 Maß × € 15,80€ 47,40
Pagamento com nota de € 50€ 50,00
Gorjeta€ 2,60 (≈ 5,5%)
A gorjeta não é opcional — é o que define a velocidade do serviço

O padrão na Wiesn é € 1 a € 2 de gorjeta por Maß, e o jeito mais comum é arredondar o valor e dizer "Stimmt so!" (fique com o troco). Não é generosidade: os garçons carregam dez a doze canecas de mais de dois quilos cada, numa tenda com milhares de pessoas, e a relação que você estabelece define quando a próxima rodada chega.

Pedir três e pagar com € 50 é, por acidente, a fórmula perfeita: cai exatamente na faixa recomendada, não exige troco, e todo mundo entende na hora. Foi assim a viagem inteira.

Comida na tenda

ItemPreço aproximado
Maß (1 L de Festbier)€ 14,80 – € 15,90
Água (1 L)≈ € 11,13
Limonada (1 L)≈ € 12,35
Meio frango (Hendl)≈ € 20,50
Joelho de porco com bolinho de batata≈ € 26,90
Beber água para economizar não funciona
Repare: um litro de água custa € 11,13 e um litro de limonada € 12,35, contra € 15,80 da cerveja. A diferença é de quatro euros. Água na Wiesn não é estratégia de economia — é estratégia de sobrevivência, e deve ser tratada como tal. Se o objetivo é gastar menos, o caminho é o Radler (mesmo preço, metade do álcool, o dobro de resistência ao longo do dia) ou comer de verdade antes de começar.
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Dinheiro vivo: por que a Oktoberfest não deixa rastro

Esta é a parte mais difícil de reconstruir de uma viagem à Oktoberfest, e a razão pela qual quase nenhum relato traz números confiáveis: dentro das tendas é tudo em dinheiro.

Foram oito saques em cinco dias:

DiaHoraValorTaxa
25/0911h30€ 345,95—
25/0912h35€ 105,95—
25/0914h02€ 95,95—
26/0912h42€ 197,95—
26/0916h00€ 125,95€ 1,44
26/0917h52€ 105,95€ 2,12
26/0918h58€ 125,95€ 2,52
26/0921h07€ 195,95€ 3,92
Total€ 1.299,60€ 10,00

Reconciliação do dinheiro

MovimentoValor
Sacado em Munique€ 1.299,60
− Táxi do aeroporto de Dublin até em casa− € 35,00
− Sobrou na carteira ao voltar− € 30,00
= Movimentado em espécie em Munique€ 1.234,60
− Aluguel do Tracht do amigo (reembolsado)− € 70,00
− Cerveja do amigo (reembolsada)− € 250,00
− Aluguel do meu Tracht− € 70,00
− Táxi de volta no domingo à noite≈ − € 30,00
= Cerveja, comida e gorjeta na Wiesn, minhas≈ € 815,00
Todos os saques terminam em ",95" — e isso não é coincidência

Repare no padrão: € 345,95, € 105,95, € 125,95, € 195,95. Todos os oito saques saíram de caixas de operadores independentes (aparecem no extrato como "Transact" e "Icc"), que embutem uma sobretaxa no próprio valor sacado em vez de cobrar uma taxa separada.

Some a isso os € 10 de taxa própria do banco cobrados no sábado, quando o limite mensal de saque gratuito estourou. É pouco perto do total, mas é dinheiro jogado fora — e evitável.

Se for repetir, saque uma vez, num banco alemão de verdade (Sparkasse, Stadtsparkasse) e leve o dinheiro do dia no bolso. Os caixas dentro e ao redor do festival têm fila, cobram mais e te obrigam a sair da tenda no meio da noite.

O número mais honesto deste relato

Cerca de € 815 em cerveja, comida e gorjeta em três dias de Wiesn, só meus — já descontado tudo que o grupo reembolsou. Somando os € 80,60 pagos no cartão dentro do festival, a Oktoberfest me custou ≈ € 896.

A € 15,80 a Maß, € 815 dariam cerca de 50 canecas em três dias. Refazendo de memória, eu chego a bem menos que isso — e a diferença é exatamente o que ninguém contabiliza: comida nas tendas, gorjeta em toda rodada, e mais canecas do que a memória registra. É por isso que os relatos de Oktoberfest quase nunca trazem números: quem esteve lá honestamente não sabe quanto gastou. O extrato lembra melhor que a gente.

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Acertos de grupo: quem deve o quê

Viagem em grupo gera dívida cruzada, e vale registrar como ficou.

O caso do amigo de Manchester foi o mais simples de resolver, apesar de parecer o mais confuso. Ele perdeu o cartão em Manchester antes de embarcar, e como dentro da tenda só se paga em dinheiro, eu banquei a cerveja dele nos três dias.

DiaMaß estimadasBase do cálculo
Sexta (HB)≈ 4Eu bebi 4+ até ir embora, e ele acompanhou
Sábado (HB)≈ 5–6O dia mais longo, quase doze horas de tenda
Domingo (Paulaner + Hacker)≈ 6–73 rodadas de € 50 na Paulaner, mais 1 rodada só nossa, mais 2 ou 3 na Hacker
Total≈ 15–17≈ € 237 a € 269

Fechamos em € 250 — número redondo, no meio da faixa, e eu absorvi as rodadas do amigo alemão dele, que foram cortesia minha.

Se alguém do grupo perder o cartão, combine a régua na hora
Bancar a cerveja de um amigo numa tenda onde tudo é dinheiro e nada tem recibo é a receita perfeita para o mal-entendido no fim da viagem. Combinamos uma média de Maß por dia ainda em Munique, e mesmo assim a estimativa inicial (12) ficou curta — a conta real era 15 a 17. Se puder, anote no celular a cada rodada. Leva três segundos e elimina a negociação constrangedora depois.
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Transporte em Munique

Não alugamos carro — e nem faria sentido, dado o propósito da viagem. Usamos S-Bahn, tram, Bolt e táxi.

DiaTrajetoMeioValor
24/09Aeroporto → LaimS-Bahn (Deutsche Bahn)€ 15,10
24/09Hostel → SchwanthalerstraßeTram 19— (não pago)
24/09Hofbräuhaus → LaimBolt€ 23,90
25/09Hostel → SchwanthalerstraßeBolt€ 20,90
25/09Wiesn → Hostel (sozinho)Táxi€ 33,10
26/09Hostel → TheresienwieseBolt€ 15,90
26/09Wiesn → Hostel (após 4 Bolts recusados)Táxi€ 50,00
27/09Hostel → SchwanthalerstraßeBolt€ 15,90
27/09Wiesn → Hostel (sozinho, madrugada)Táxi (dinheiro)≈ € 30,00
28/09Laim → Freising (ramal errado)S-Bahn€ 15,10
28/09Freising → AeroportoTáxi€ 36,10
Total em Munique≈ € 256,00
Táxi e app comeram 88% do transporte — e não precisava

De € 256 gastos em transporte, € 225,80 foram Bolt e táxi. Apenas € 30,20 foram transporte público, e mesmo assim em dois bilhetes avulsos de aeroporto.

O erro é evidente em retrospecto: com três pessoas, o bilhete de grupo do MVV resolveria quase tudo. A Gruppen-Tageskarte cobre até cinco adultos por cerca de € 20 o dia inteiro na zona central, e o Airport-City-Day-Ticket de grupo cobre aeroporto e cidade por volta de € 32,60. A exceção é justamente o aeroporto: fiz os dois trechos sozinho e em dias diferentes, e aí os dois avulsos (€ 30,20) saem mais baratos que o bilhete de grupo, que vale um dia só.

E o principal: Laim fica a três estações da Hackerbrücke. Todas as idas e voltas à Wiesn podiam ter sido de S-Bahn, em minutos, por uma fração do preço — e sem depender de motorista aceitar corrida à meia-noite de sábado.

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Clima: tarde agradável, noite gelada

Fim de setembro em Munique é traiçoeiro justamente porque a amplitude térmica é enorme:

DiaMáximaMínima
Quinta 24/09≈ 15 °C≈ 4 °C
Sexta 25/09≈ 18 °C≈ 4 °C
Sábado 26/09≈ 22 °C≈ 3,5 °C
Domingo 27/09≈ 23 °C≈ 4 °C

Praticamente não choveu, e as tardes foram excelentes. Mas as noites caíram para 4 °C, e eu cheguei de Dublin com camiseta e jaqueta jeans — o que, num clima continental, simplesmente não segura.

Dublin não prepara ninguém para Munique

Dublin é oceânica: a máxima é parecida, mas a mínima raramente desce tanto. Munique é continental, e a diferença aparece exatamente à noite. Máxima de 22 °C às 15h e 3,5 °C às 23h no mesmo dia é normal por lá em setembro.

E há um agravante específico da Oktoberfest: a Lederhosen é bermuda. Dentro da tenda faz calor — são milhares de pessoas num ambiente fechado —, mas a caminhada de volta à meia-noite é outra história. Se for alugar o traje, pergunte se inclui as meias de lã altas (Loferl ou Wadenstrümpfe): fazem parte do traje tradicional e fazem diferença real.

As tendas grandes têm Garderobe (chapelaria) por poucos euros, então dá para levar o casaco sem ele atrapalhar o dia e tê-lo na mão na hora de sair.

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Vistos, fronteira e documentos

A Alemanha faz parte do Espaço Schengen; a Irlanda não. Isso tem duas consequências práticas para quem viaja de Dublin:

  • Há controle de imigração na chegada a Munique. Não é voo doméstico europeu como um Paris–Berlim; você passa pelo Einreise como em qualquer entrada internacional.
  • A fila conta. Foi exatamente ela que fez meu amigo perder a conexão em Frankfurt na ida.

Sobre visto: eu tenho dupla nacionalidade brasileira e portuguesa, então entrei como cidadão da UE e a questão não se colocou. Mas vale o alerta para quem viaja em grupo: o que vale é o passaporte, não a residência. Morar em Dublin não dispensa ninguém de visto Schengen — quem tem passaporte de fora da UE ou de países sem acordo de isenção precisa resolver isso com antecedência, e isso leva semanas.

Cheque a nacionalidade de cada pessoa do grupo, não a de onde ela mora
Num grupo que chegou a ter sete nomes, entre Dublin, Manchester e Londres, é fácil supor que "todo mundo mora na Europa, então está tudo certo". Não está. Faça a pergunta explicitamente, por escrito, no começo do planejamento — e lembre que o sistema biométrico de entrada e saída da UE (EES) está em operação plena desde 10 de abril de 2026: quem viaja com passaporte de fora da UE tem foto e digitais conferidas na fronteira.
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Custos — os gráficos da viagem

A viagem me custou € 1.989,80, já com todas as contas de grupo acertadas.

Como esses números foram levantados
Os valores em cartão saem do extrato do Revolut; os horários foram cruzados com o Google Maps Timeline e com o EXIF das fotos. O gasto em espécie dentro das tendas é estimado por diferença — total sacado, menos o que voltou na carteira, menos o que sei ter pago em dinheiro fora da Wiesn, menos o que foi reembolsado pelo grupo. É a única linha não documentada deste relato, e está marcada com "≈" onde aparece.

Gasto por categoria

Oktoberfest (Wiesn)
≈ € 895,60 · 45%
Hospedagem
€ 272,43 · 14%
Voos
€ 263,00 · 13%
Transporte (Munique)
≈ € 256,00 · 13%
Comida fora da Wiesn
€ 108,82 · 5%
Dublin (ida e volta)
€ 92,95 · 5%
Traje típico
€ 70,00 · 4%
Hostel (extras)
€ 21,00 · 1%
Taxas de saque
€ 10,00 · 0,5%

Total: € 1.989,80.

Movimentação por dia

Dia 1 · 24/09
€ 111,59
Dia 2 · 25/09
€ 654,45
Dia 3 · 26/09
€ 874,65
Dia 4 · 27/09
€ 54,13
Dia 5 · 28/09
€ 51,20

Cartão + saques em Munique, sem voos e hospedagem. Total movimentado: € 1.746,02. Atenção: este gráfico mostra movimentação, não gasto líquido. Saque não é gasto do dia — o dinheiro tirado na sexta e no sábado financiou também o domingo, e parte dele foi reembolsada pelo grupo depois. É por isso que os dois últimos dias parecem tão baratos.

Tabela completa

CategoriaTotal% do total
Oktoberfest — cerveja, comida e gorjeta (dinheiro + cartão)≈ € 895,6045,0%
Hospedagem (1 cama, quarto de 6, 4 noites)€ 272,4313,7%
Voos (Kiwi / Lufthansa, ida e volta)€ 263,0013,2%
Transporte em Munique (S-Bahn, Bolt, táxi)≈ € 256,0012,9%
Refeições e bebidas fora da Wiesn€ 108,825,5%
Transporte e alimentação em Dublin (ida e volta)€ 92,954,7%
Aluguel do traje típico (líquido de caução)€ 70,003,5%
Hostel — extras (máquina de bebida, consumo)€ 21,001,1%
Taxas de saque€ 10,000,5%
Total da viagem€ 1.989,80100%
Total sem voos e hospedagem€ 1.454,37—
Onde o dinheiro realmente foi

A Oktoberfest sozinha custou € 895 — mais que o voo e a hospedagem somados. É a categoria que define o orçamento desta viagem, e a única que depende inteiramente do seu ritmo. Não existe "economizar em Oktoberfest" sem beber menos: o ingresso é gratuito, a Maß tem preço tabelado e não há promoção.

Voo e hospedagem juntos foram € 535, ou 27% do total. Caçar promoção de passagem para a Oktoberfest é otimizar a variável errada — € 263 ida e volta já é um preço ótimo, e mesmo que fosse metade disso a viagem mal sentiria. O que define o custo é com quantas pessoas você divide o quarto e quantas Maß você bebe.

Transporte foi € 256 — quase o mesmo que a passagem aérea, e isso é puro desperdício. Está tudo explicado na seção 14: € 226 em Bolt e táxi para trajetos que o S-Bahn fazia em minutos.

Quanto custaria uma versão mais econômica
Mantendo as mesmas 4 noites e o mesmo voo, mas usando o bilhete de grupo do MVV em vez de Bolt e táxi (≈ € 80 em vez de € 256) e com consumo moderado de 4 Maß por dia em vez do que efetivamente rolou (≈ € 260 em vez de € 896), a mesma viagem sairia por ≈ € 1.180. A Oktoberfest não é um destino caro por si — ela fica cara na terceira rodada de € 50.
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Galeria de fotos

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Locais — preços e avaliações

Hofbräu-Festhalle — Theresienwiese
A maior tenda da Oktoberfest e a mais internacional — concentra australianos, americanos, italianos e brasileiros. Teto de lonas pintadas e coroas de lúpulo, galeria superior, pista central sempre em pé. Ficamos aqui na sexta e no sábado, 16h30 no total.
Maß € 15,80 · Entrada gratuita
Paulaner Festzelt — Theresienwiese
Uma das grandes tendas, onde começamos o domingo. Mesmo patamar de preço da Hofbräu. Três rodadas de € 50 saíram daqui.
Maß € 15,80 · Entrada gratuita
Hacker-Festzelt — Theresienwiese
Conhecida como "o céu dos bávaros" pelo teto pintado. Foi onde terminamos o domingo — e onde me separei do meu amigo na saída.
Maß na faixa de € 15,50–15,90 · Entrada gratuita
Hofbräuhaus am Platzl
A cervejaria da corte dos duques da Baviera, fundada em 1589, no centro histórico a 3 minutos da Marienplatz. Banda ao vivo todos os dias. Turístico, mas incontornável — e é a referência de preço para comparar com a tenda da mesma marca na Wiesn.
Maß € 11,60 · Schweinshaxe ≈ € 21,80 · Espresso € 2,50
Frauenkirche
A catedral de tijolo com as duas torres de cúpula verde, símbolo de Munique. Fica no eixo da Kaufingerstraße, entre Karlsplatz e Marienplatz — ou seja, no caminho de quem vai da Hauptbahnhof ao centro. Melhor luz no fim da tarde.
Acesso gratuito · No caminho para tudo
Marienplatz e Neues Rathaus
A praça central de Munique, com a prefeitura neogótica e o Glockenspiel. Durante a Oktoberfest fica decorada com as bandeirolas azul-e-branco da Baviera. Movimentada o dia inteiro; a luz dourada bate na fachada no fim da tarde.
Acesso gratuito · Melhor entre 18h e 19h em setembro
Aluguel de Tracht — Schwanthalerstraße
Loja de aluguel de Lederhosen e Dirndl a poucos minutos da Theresienwiese. Pagamento apenas em dinheiro, incluindo a caução. Permite trocar de roupa no local — o que economiza uma viagem de ida e volta ao hotel.
€ 70 por 2 dias · Caução € 100 (devolvida)
Unique Burger — Laim
Landsbergerstraße 317, ao lado do hostel A&O. Hambúrguer artesanal, porções generosas, atendimento rápido. Fomos duas vezes em quatro dias. Há um kebab ao lado, que resolve o café da manhã por cerca de € 6.
Burger € 14,49 · Conta completa € 23–29
A&O — Laim
Hostel a oeste do centro, junto à Landsberger Straße, a três estações de S-Bahn da Hackerbrücke. Quartos privativos com banheiro. Máquina de bebidas no lobby. Preço muito competitivo para as datas do festival.
Quarto privativo de 6 camas ≈ € 408/noite · ≈ € 68 por cama
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Links úteis

Oktoberfest — site oficial
Datas, mapa da Theresienwiese, lista de tendas, preços oficiais da cerveja e informações sobre reserva de mesa. As reservas são feitas diretamente com cada tenda, e costumam abrir na primavera anterior.
MVV — transporte público de Munique
Bilhetes, zonas e mapa da rede. Vale especialmente pelo Gruppen-Tageskarte (até 5 adultos) e pelo Airport-City-Day-Ticket, que teriam economizado boa parte dos € 256 que gastei em transporte.
Hofbräuhaus am Platzl
Platzl 9, 80331 Munique. Cardápio, agenda da banda ao vivo e história da casa. Não precisa de reserva para o salão principal.
Kiwi.com
Onde comprei as passagens. Desta vez em voo direto pela Lufthansa e sem taxa de serviço — bem diferente do self-transfer com que comprei para Malta.
A&O Hostels
Rede de hostels com unidades em várias cidades alemãs. A de Laim tem quartos privativos com banheiro e fica bem conectada por S-Bahn. Reserve com muita antecedência para as datas da Oktoberfest.

Vale muito a pena — mas resolva o grupo antes de reservar

A Oktoberfest entrega exatamente o que promete, e mais: uma tenda com milhares de pessoas cantando junto, cerveja servida em litro por garçons que carregam doze canecas de uma vez, uma cidade inteira vestida a caráter no meio da semana, e tudo isso a duas horas de voo de Dublin por € 263. Passei quase dezoito horas dentro da Theresienwiese em três dias e a sensação, ao sair, foi de não ter visto metade.

Mas os números contam uma história específica, e ela não é sobre a Alemanha ser cara. Munique durante a Wiesn me custou € 1.990, e quase metade disso foi consumido dentro das tendas, em dinheiro, sem um único recibo. Voo e cama somados deram € 535 — menos de um terço do total. A Maß a € 15,80 é o preço oficial e não tem como fugir dele; o que pesa é que ninguém conta as rodadas enquanto a banda está tocando.

Se eu fizesse de novo, mudaria cinco coisas: cravaria um prazo-limite de confirmação para o grupo bem antes da data de cancelamento grátis, usaria o bilhete de grupo do MVV em vez de queimar € 226 em Bolt e táxi, sacaria dinheiro uma vez só, num banco de verdade, combinaria um ponto de encontro fixo antes de entrar na tenda — perdi o grupo duas vezes em três dias — e conferiria o letreiro do vagão, não só o do trem, na manhã do voo de volta. O resto eu repetiria exatamente igual, inclusive as quatro Maß de uma vez só.

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